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| Estou postando um esquema que trabalho com meus alunos do Ensino Médio, na disciplina de Introdução à Metologia Científica, para iniciarmos as pesquisas, fiquem a vontade para fazer as alterações e complementações. Acredito que não vamos utilizar apenas uma técnica, desta forma acrescentei as mais comuns. |
TÉCNICAS DE PESQUISA
Equipe: (COLOQUE SEU NOME AQUI!)
Rosângela Menta Mello - CRTE Telêmaco Borba
Suzana Maria Marques Zamberlan - CRTE Cianorte
Márcio André Martins - CRTE Ponta Grossa
Olinda Soares
Recadinhos
Nossa pesquisa sobre estudo de caso
1. Documentação indireta:
1.1. Pesquisa documental
1.1.1. Arquivos públicos: documentos oficiais e jurídicos, coleções particulares, iconografia
1.1.2. Arquivos particulares
1.1.3. Fontes estatísticas
1.1.4. Fontes não escritas
1.2. Pesquisa bibliográfica
1.2.1. Identificação: catálogo, índice, bibliografia, abstracts
1.2.2. Localização do acervo
1.2.3. Compilação: reunir sistematicamente o material: fichas, xerox, etc.
1.2.4. Fichamento: registro dos dados da pesquisa em fichas pedagógicas
- a) Redação da ficha: comentário, informação geral, glosa (explicação de um texto para torna-lo mais claro), resumo e citações.
- b) Classificação das fichas: alfabética, sistemática, cronológica, etc.
- c) Crítica documental bibliográfica: (analisar as fontes, autenticidade e a veracidade)
2. Documentação direta
2.1. Pesquisa de campo
2.2. Pesquisa de laboratório
3. Observação direta intensiva: é realizada através da entrevista e da observação.
3.1. Observação
3.1.1. assistemática: espontânea, informal, o pesquisador recolhe e registra fatos da realidade sem um método específico, é quase que acidental.
3.1.2. sistemática: utilizar instrumentos estruturados e metodologia adequada para seleção de dados
3.1.3. não-participante: o pesquisar não faz parte do grupo a ser pesquisado.
3.1.4. participante: o pesquisador se incorpora ao grupo e faz parte dele
3.1.5. individual: um pesquisador
3.1.6. em equipe: grupo de pesquisadores
3.1.7. na vida real: ambiente natural
3.1.8. em laboratório: cria-se as condições de pesquisa.
3.2. Entrevista
3.2.1. objetivos: averiguar os fatos, determinar as opiniões sobre o fato, os sentimentos, descoberta de planos de ação, etc.
3.2.2. tipos: padronizada ou estruturada (roteiro estabelecido), despadronizada ou não estruturada (coversação informal, sem estrutura rígida de perguntas), painel (várias pessoas são entrevistadas com o mesmo roteiro juntas).
3.2.3. vantagens:
- • Pode ser utilizada por todos os segmentos da sociedade.
- • Fornece uma amostragem muito melhor que a população em geral.
- • Há maior flexibilidade.
- • Oferece maior oportunidade para avaliar atitudes, condutas.
- • Recolhe-se dados que não estão nos documentos.
- • As informações podem ser mais precisas e comprovadas.
- • Facilita o tratamento estatístico dos dados.
3.2.4. limitações:
- • Difuculdade de expressão e comunicação clara de ambos os lados.
- • Incompreensão do entrevistado das perguntas, quando mal formuladas.
- • Nem sempre o entrevistado tem disponibilidade para a entrevista.
- • Omissão de dados importantes para que não seja identificado o entrevistado.
- • Ocupa muito tempo e é difícil o seu registro (gravar, copiar...)
3.2.5. preparação da entrevista
- • Planejamento
- • Conhecimento prévio do entrevistado
- • Oportunidade da entrevista: hora, local...
- • Condições favoráveis: garantia do segredo das confidências e da identidade do entrevistado.
- • Contato com líderes: espera-se obter maior entrosamento com o entrevistado e maior variabilidade de informações.
- • Conhecimento prévio do campo: local e do tema.
- • Preparação específica: organizar roteiro
3.2.6. diretrizes da entrevista:
- • contato inicial,
- • formulação de perguntas,
- • registro das hipóteses,
- • término da entrevista,
- • requisitos importantes (validade, relevância, especificidade e clareza, profundidade e extensão)
4. Observação direta extensiva: é feita através de questionário, formulário, de medidas de opinião e atitudes e de técnicas mercadológicas.
4.1. Questionário: é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador.
Num questionário, a informação que se obtém é limitada às respostas escritas dos sujeitos a questões pré-elaboradas. Isto é, o conteúdo das questões podem versar sobre o que as pessoas sabem, sobre aquilo em que acreditam; esperam, sentem ou desejam, ou sobre o que têm feito.
4.1.1. Vantagens
- • Economiza tempo e viagens
- • Atingi maior número de pessoas simultaneamente.
- • Economiza pessoal.
- • Obtém respostas rápidas e precisas.
- • Anonimato
- • Menor risco de distorção
- • Uniformidade na avaliação
- • Obtém respostas que materialmente seriam inacessíveis.
4.1.2. Desvantagens
- • Nem todos os questionários retornam
- • Nem todas as questões são respondidas
- • O analfabeto não pode responder
- • Pode gerar dúvida na pergunta
- • Uma questão do formulário pode influenciar a outra.
- • Demora na devolução.
- • Não se tem certeza da veracidade.
- • Nem sempre se escolhe quem vai responder o questionário.
- • Exige um universo mais homogêneo.
4.1.3. Processo de elaboração: conhecer o assunto, limitar o número de perguntas, identificar quem a organizou, o patrocinador, sua finalidade, com instruções claras, layout.
4.1.4. O pré-teste
4.1.5. Classificação das perguntas:
- • Perguntas abertas
- • Perguntas fechadas
- • Perguntas de múltipla escolha
4.1.6. Conteúdo, vocabulário, bateria
4.1.7. Deformações das perguntas:
- • conformismo ou deformação conservadora,
- • efeitos de certas palavras e estereótipos,
- • influência da personalidade,
- • influência da simpatia ou da antipatia
4.1.8. Ordem das perguntas: deve iniciar pelas gerais, chegando pouco a pouco nas específicas.
4.2. Formulário: consiste em obter as informações diretamente do entrevistado.
4.2.1. Vantagem
- • Utilizado por quase todo segmento da população.
- • Contato pessoal.
- • Presença do pesquisador.
- • Flexibilidade para adaptar-se a cada situação.
- • Obtenção de dados mais complexos e úteis.
- • Facilidade de grandes amostras.
- • Uniformidade no preenchimento (próprio pesquisador)
4.2.2. Desvantagem
- • Menos liberdade nas respostas.
- • Riscos de distorções.
- • Menos prazo para responder às perguntas.
- • Mais demorado na sua aplicação.
- • Insegurança na resposta.
- • O pesquisador deve ir até o entrevistado.
4.2.3. Apresentação: idem ao anterior
- • Medidas de opinião e atitudes: podem ser utilizadas vários tipos de escalas.
SUGESTÃO DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é e como se faz. São Paulo: Loyola, 1998.
2. BASTOS, Lília da Rocha et al. Manual para elaboração de projetos e relatórios de pesquisa, teses, dissertações. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1982.
3. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1988.
4. CADERNO CEDES. Pesquisa Participante e Educação. São Paulo: Cortez, 1987.
5. CERVO, Amado Luiz, BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. 3 ed. São Paulo: McGraw - Hill do Brasil, 1983.
6. DEMO, Pedro. Metodologia Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas, 1992.
7. GAJARDO, Marcela. Pesquisa participante na América Latina. São Paulo: Brasiliense, 1986.
8. GALLIANO, A. Guilherme. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harba, 1979.
9. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1996.
10. GOODE, William Josiah; HATT, Paul K. Métodos em pesquisa social. São Paulo: Editora Nacional, 1968.
11. HEEMANN, Ademar; VIERA, Leocádia Ap. A roupagem do texto científico. Curitiba: IBPEX, 2000.
12. KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. Petrópolis: Vozes, 2000.
13. LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia Científica. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
14. MARCONI, Marina de Andrade, LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1985.
15. _____. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Atlas, 2001.
16. MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de Monografias. São Paulo: Atlas, 1990.
17. MATTAR NETO, João Augusto. Metodologia Científica na era da Informática. São Paulo: Saraiva, 2002.
18. MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas.
19. POLITO, Reinaldo.Como preparar boas palestras e apresentações. São Paulo: Saraiva, 1995.
20. _____. Como se tornar um bom orador e se relacionar bem com a imprensa. São Paulo: Saraiva, 1995.
21. RIBEIRO, Marco Aurélio de Patrício. Como estudar e aprender. Petrópolis: Vozes, 2001.
22. ROCHA, Ruth. Pesquisar e aprender. São Paulo: Scipione, 1996.
23. RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 6 ed. Petrópolis: Vozes, 1982.
24. RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica: guia para a eficiência nos estudos. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1992.
25. SALVADOR, Angelo Domingos. Métodos e técnicas de pesquisa científica. 11 ed. Porto Alegre: Sulina, 1986.
26. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 20 ed. São Paulo: Cortez, 1996.
27. TENÓRIO, Fernando Guilherme et all. Elaboração de projetos comunitários: uma abordagem prática. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1991.
28. THOMPSON, Augusto. Manual de orientação para preparo de monografia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987.
29. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Normas para apresentação de trabalhos. Curitiba: Ed. da EFPR, 1994. 8 v.
30. UNIVERSIDADE DE IJUÍ. Contexto & Educação: Alternativas metodológicas – participação e educação. Ijuí: UNIJUÍ Ed., 1986. abr/jun
31. VERA, Armando Asti. Metodologia da Pesquisa Científica. 8 ed. São Paulo: Globo, 1989.
32. VIEIRA, Leocádia Aparecida. Projeto de pesquisa e monografia. Curitiba, 2000.
CÓPIA DE SEGURANÇA
SOBRE O ESTUDO DE CASO - Turma 6
Outras pesquisas do grupo
Componentes do grupo:
Rosângela Menta Mello - CRTE Telêmaco Borba
Suzana Maria Marques Zamberlan - CRTE Cianorte
Márcio André Martins - CRTE Ponta Grossa
Olinda Soares - CRTE Curitiba
A atividade consiste na busca de elementos que qualificam a fonte. Procederá uma busca que contemple:
a) Definição ou descrição da fonte. O que é? Para quê serve? Quando é recomendada sua aplicação?
b) Procedimentos (como se faz ou como se deve proceder)
c) Vantagens
d) Desvantagens.
Defina outros itens que considerar interessante para a apresentação da fonte.
Iniciando as Pesquisas:
DEFINIÇÕES:
- O estudo pode ser descrito como um termo guarda-chuva para uma família de métodos de pesquisa cuja principal preocupação é a interação entre fatores e eventos (Bell, 1989).
- O método de estudo de caso é um método específico de pesquisa de campo. Estudos de campo são investigações de fenômenos à medida que ocorrem, sem qualquer interferência significativa do pesquisador. Seu objetivo é compreender o evento em estudo e ao mesmo tempo desenvolver teorias mais genéricas a respeito dos aspectos característicos do fenômeno observado (Fidel, 1992).
- Um método ou uma abordagem? A sociologia francesa o descreve como uma abordagem monográfica. Seu objetivo é reconstituir e analisar um caso sob perspectiva sociológica. Como utiliza vários métodos de coleta de dados, parece ser mais apropriado defini-lo como uma abordagem, embora o termo “método de caso” sugira que seja um método. (Hamel, 1993).
- O estudo de caso consiste em uma investigação detalhada de uma ou mais organizações, ou grupos dentro de uma organização, com vistas a promover uma análise do contexto e dos processos envolvidos no fenômeno em estudo. O fenômeno não está isolado de seu contexto (como nas pesquisas de laboratório), já que o interesse do pesquisador é justamente essa relação entre fenômeno e seu contexto. A abordagem de estudo de caso não é um método propriamente dito, mas uma estratégia de pesquisa (Hartley, 1994).
CARACTERÍSTICAS:
Segundo Yin (2005), os estudos de caso representam a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”, quando o pesquisador tem pouco controle sobre os acontecimentos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real. Ou seja, deve-se utilizar o método de estudo de caso quando deliberadamente objetiva-se lidar com questões contextuais – acreditando que elas poderiam ser altamente pertinentes ao seu fenômeno de estudo.
O estudo de caso como estratégia de pesquisa compreende um método que abrange tudo – tratando da lógica de planejamento, das técnicas de coleta de dados e das abordagens específicas à análise dos mesmos. Para coleta de dados, no entanto, o estudo de caso traz à tona uma questão importante, para a qual são essenciais procedimentos de campo adequadamente projetados. A coleta de dados deve ser realizada em situações cotidianas e não em situações controladas por limites de um loboratório, de uma biblioteca ou mesmo por limitações estabelecidas por um rígido questionário.
Ao se utilizar o método estudo de caso, deve-se atentar para as "generalizações". A generalização mais conhecida é a chamada "generalização estatística", neste caso, faz-se uma inferência sobre uma população (ou universo determinado) com base nos dados empíricos coletados de uma amostra. Este tipo de generalização não é aplicada à estudos de caso, isso porque os "casos" não são unidades de amostragem. Desta forma, o método de generalização que pode ser adotado é a "generalização analítica", na qual se utiliza uma teoria previamente desenvolvida como modelo com o qual se devem comparar os resultados empíricos do estudo de caso.
APLICAÇÕES:
FASES DO DELINEAMENTO
O estudo de caso caracteriza-se por grande flexibilidade. Desta forma é possível seguir quatro fases:
- Delimitação da unidade-caso: pode ser uma pessoa, uma família, uma comunidade, um conjunto de relações ou processos, ou mesmo uma cultura. É difícil traçar os limites de qualquer objeto social, é difícil determinar a quantidade de informações necessárias sobre o objeto delimitado.
- Recomenda-se uma certa variedade de casos, mas deve-se observar algumas regras:
- Buscar casos típicos: trata-se de explorar objetos que, em função da informação prévia, pareçam ser a melhor expressão do tipo ideal da categoria.
- Selecionar casos extremos: a vantagem da utilização de casos extremos está em que podem fornecer uma idéia dos limites dentro dos quais as variáveis podem oscilar.
- Tomar casos marginais: trata-se de encontrar casos atípicos ou anormais para, por contraste, conhecer as pautas dos casos normais e as possíveis causas do desvio.
- Coleta de dados: os mais usuais são a observação, a análise de documentos, a entrevista e a história de vida. Geralmente utiliza-se mais de um procedimento. É comum proceder-se um estudo de caso partindo da leitura de documentos, passando para a observação e a realização de entrevistas e culminando com a obtenção de histórias de vida.
1. Documentação indireta:
1.1. Pesquisa documental
1.1.1. Arquivos públicos: documentos oficiais e jurídicos, coleções particulares, iconografia
1.1.2. Arquivos particulares
1.1.3. Fontes estatísticas
1.1.4. Fontes não escritas
1.2. Pesquisa bibliográfica
1.2.1. Identificação: catálogo, índice, bibliografia, abstracts
1.2.2. Localização do acervo
1.2.3. Compilação: reunir sistematicamente o material: fichas, xerox, etc.
1.2.4. Fichamento: registro dos dados da pesquisa em fichas pedagógicas
a) Redação da ficha: comentário, informação geral, glosa (explicação de um texto para torna-lo mais claro), resumo e citações.
b) Classificação das fichas: alfabética, sistemática, cronológica, etc.
c) Crítica documental bibliográfica: (analisar as fontes, autenticidade e a veracidade)
2. Documentação direta
2.1. Pesquisa de campo
2.2. Pesquisa de laboratório
3. Observação direta intensiva: é realizada através da entrevista e da observação.
3.1. Observação
3.1.1. assistemática: espontânea, informal, o pesquisador recolhe e registra fatos da realidade sem um método específico, é quase que acidental.
3.1.2. sistemática: utilizar instrumentos estruturados e metodologia adequada para seleção de dados
3.1.3. não-participante: o pesquisar não faz parte do grupo a ser pesquisado.
3.1.4. participante: o pesquisador se incorpora ao grupo e faz parte dele
3.1.5. individual: um pesquisador
3.1.6. em equipe: grupo de pesquisadores
3.1.7. na vida real: ambiente natural
3.1.8. em laboratório: cria-se as condições de pesquisa.
3.2. Entrevista
3.2.1. objetivos: averiguar os fatos, determinar as opiniões sobre o fato, os sentimentos, descoberta de planos de ação, etc.
3.2.2. tipos: padronizada ou estruturada (roteiro estabelecido), despadronizada ou não estruturada (coversação informal, sem estrutura rígida de perguntas), painel (várias pessoas são entrevistadas com o mesmo roteiro juntas).
3.2.3. vantagens:
• Pode ser utilizada por todos os segmentos da sociedade.
• Fornece uma amostragem muito melhor que a população em geral.
• Há maior flexibilidade.
• Oferece maior oportunidade para avaliar atitudes, condutas.
• Recolhe-se dados que não estão nos documentos.
• As informações podem ser mais precisas e comprovadas.
• Facilita o tratamento estatístico dos dados.
3.2.4. limitações:
• Difuculdade de expressão e comunicação clara de ambos os lados.
• Incompreensão do entrevistado das perguntas, quando mal formuladas.
• Nem sempre o entrevistado tem disponibilidade para a entrevista.
• Omissão de dados importantes para que não seja identificado o entrevistado.
• Ocupa muito tempo e é difícil o seu registro (gravar, copiar...)
3.2.5. preparação da entrevista
• Planejamento
• Conhecimento prévio do entrevistado
• Oportunidade da entrevista: hora, local...
• Condições favoráveis: garantia do segredo das confidências e da identidade do entrevistado.
• Contato com líderes: espera-se obter maior entrosamento com o entrevistado e maior variabilidade de informações.
• Conhecimento prévio do campo: local e do tema.
• Preparação específica: organizar roteiro
3.2.6. diretrizes da entrevista:
• contato inicial,
• formulação de perguntas,
• registro das hipóteses,
• término da entrevista,
• requisitos importantes (validade, relevância, especificidade e clareza, profundidade e extensão)
4. Observação direta extensiva: é feita através de questionário, formulário, de medidas de opinião e atitudes e de técnicas mercadológicas.
4.1. Questionário: é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador.
Num questionário, a informação que se obtém é limitada às respostas escritas dos sujeitos a questões pré-elaboradas. Isto é, o conteúdo das questões podem versar sobre o que as pessoas sabem, sobre aquilo em que acreditam; esperam, sentem ou desejam, ou sobre o que têm feito.
4.1.1. Vantagens
• Economiza tempo e viagens
• Atingi maior número de pessoas simultaneamente.
• Economiza pessoal.
• Obtém respostas rápidas e precisas.
• Anonimato
• Menor risco de distorção
• Uniformidade na avaliação
• Obtém respostas que materialmente seriam inacessíveis.
4.1.2. Desvantagens
• Nem todos os questionários retornam
• Nem todas as questões são respondidas
• O analfabeto não pode responder
• Pode gerar dúvida na pergunta
• Uma questão do formulário pode influenciar a outra.
• Demora na devolução.
• Não se tem certeza da veracidade.
• Nem sempre se escolhe quem vai responder o questionário.
• Exige um universo mais homogêneo.
4.1.3. Processo de elaboração: conhecer o assunto, limitar o número de perguntas, identificar quem a organizou, o patrocinador, sua finalidade, com instruções claras, layout.
4.1.4. O pré-teste
4.1.5. Classificação das perguntas:
• Perguntas abertas
• Perguntas fechadas
• Perguntas de múltipla escolha
4.1.6. Conteúdo, vocabulário, bateria
4.1.7. Deformações das perguntas:
• conformismo ou deformação conservadora,
• efeitos de certas palavras e estereótipos,
• influência da personalidade,
• influência da simpatia ou da antipatia
4.1.8. Ordem das perguntas: deve iniciar pelas gerais, chegando pouco a pouco nas específicas.
4.2. Formulário: consiste em obter as informações diretamente do entrevistado.
4.2.1. Vantagem
• Utilizado por quase todo segmento da população.
• Contato pessoal.
• Presença do pesquisador.
• Flexibilidade para adaptar-se a cada situação.
• Obtenção de dados mais complexos e úteis.
• Facilidade de grandes amostras.
• Uniformidade no preenchimento (próprio pesquisador)
4.2.2. Desvantagem
• Menos liberdade nas respostas.
• Riscos de distorções.
• Menos prazo para responder às perguntas.
• Mais demorado na sua aplicação.
• Insegurança na resposta.
• O pesquisador deve ir até o entrevistado.
4.2.3. Apresentação: idem ao anterior
• Medidas de opinião e atitudes: podem ser utilizadas vários tipos de escalas.
5. História de vida: é uma técnica das mais significativas no estudo de caso, sobretudo quando cada pessoa é considerada um caso específico. A história de vida, à medida que é construída pelo relato pessoal do informante acerca das situações vividas, possibilita a investigação do fenômeno da mudnaça, que dificilmente é obtido mediante outros procedimentos de pesquisa social. É necessário que cada história de vida seja cuidadosamente analisada e cotejada com informações obtidas a partir de outras fontes para que tenham a validade requerida pela pesquisa científica.
Análise e interpletaçao dos dados
Ao contrário do que ocorre com os levantamentos e os estudos experimentais ou quase experimentais, para o estudo de caso não se pode falar em etapas que devem ser observadas no processo de análise e interpretação dos dados. Isto tende a provocar duas situações distintas, mas igualmente desfavoráveis para a pesquisa. A primeira consiste em finalizar a pesquisa com a simples apresentação dos dados coletados. A segunda consiste em partir dos dados diretamente para a interpretação, ou seja, para a procura dos mais amplos significados que os dados possam ter. Esta última situação tende a ser bastante problemática, pois no estudo de caso é frequente o pesquisador chegar a uma falsa sensação de certeza de suas conclusões.
Para evitar esses problemas, convém que o pesquisador defina antecipadamente o seu plano de análise. Este plano deve considerar as limitações dos dados obtidos, sobretudo no referente à qualidade da amostra. Sabendo que sua amostra é boa, ele tem uma base racional para fazer generalizações a partir dos dados. Quando não tem certeza dessa qualidade, será razoável apresentar suas conclusões em termos de probabilidade.
É muito importante também para a análise dos dados utilizar categorias analíticas. Por exemplo, se numa pesquisa sobre tipos de liderança for possível utilizar as categorias "Tradicional", "racional-legal" e "carismática", os dados assumem um significado que facilmente pode ser transmitido.
Redação do relatório
Como a maioria dos estudos de casas dispõe de uma grande acervo de pesquisa qualitativa, os pesquisador frequentemente fica na dúvida em relação à extenção que deve assumir o relatório.
Recomendações:
- Convém que o relatório fique claramente indicado como foram coletados os dados, categorização dos dados, assim como sua interpretação, estiver vinculada a alguma teoria, convém que seja esclarecida e devidamente fundamentada.
- Esclarecer quanto a fidedignidade dos dados.
Com relação ao que deve ou não ser colocado no relatório, cabe ao pesquisador a decisão, mas este deve ser conciso, somente em casos específicos deve ser minuncioso.
Vantagens do estudo de caso 
- Possibilidade de testes uma teoria
- Acompanhar o desenvolvimento da pesquisa
- Conhecer a realidade em detalhes
- Tornar idéias do senso comum como uma pesquisa científica
- Ajude-nos....
Desvantagens do estudo de caso 
- Dificuldades em analisar um grupo grande pessoas.
- Necessidade de estar constantemente com o objeto de pesquisa, durante o levantamento de dados
- Dificuldade em não se envolver emocionalmente com o objeto de pesquisa
- Ajude-nos....
REFERÊNCIAS:
BELL, Judith. Doing your research project: a guide for the first-time researchers in education and social science. 2. reimp. Milton Keynes, England: Open University Press, 1989. 145p.
FIDEL, Raya. The case study method: a case study. In: GLAZIER, Jack D. & POWELL, Ronald R. Qualitative research in information management. Englewood, CO: Libraries Unlimited, 1992. 238p. p.37-50.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1996. p. 121-125.
HAMEL, Jacques, DUFOUR, Stéphane, FORTIN, Dominic. Case study methods. Newbury Park, CA: Sage, 1993. 77p. (Qualitative research methods series).
HARTLEY, Jean F. Case studies in organizational research. In: CASSELL, Catherine & SYMON, Gilian (Ed.). Qualitative methods in organizational research: a pratical guide. London: Sage, 1994. 253p. p.208-229.
YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e método. Porto Alegre: Bookman, 2005.
Links legais
Introdução ao Estudo de Caso
Estudo de caso na prática educacional
Métodos de Investigação em Ciências Sociais: o Estudo de Caso
Comments (3)
rosangelamenta said
at 9:15 pm on Oct 1, 2006
Pelo que entendi, devemos nos organizar em grupos, postei um esquema para iniciarmos as pesquisas. Convidamos você a fazer parte de nosso grupo. Um abraço.
Marie Jane said
at 11:21 pm on Oct 31, 2006
Oi pessoal, fiquei impressionada. Está ótimo, detalhado e didaticamente organizado. Fiquei em dúvida quanto a trabalhar com método no EM. Explico-me: quando vcs desenvolvem os PAS já estão realizando pesquisa. Os PAs são bases sólidas para a construção da pesquisa, para a compreensão do seu fazer e isto é realizado de um modo instigante. Parece-me que o detalhamento da sistematização do método não é importante para o aluno do EM, talvez algumas coisinhas até sejam indispensáveis. Este detalhamento que vocês realizam aqui é apropriado para ensino superior ou pós, porque é aqui que a exigência de sistematização dos procedimentos se coloca, ainda assim eu seria cautelosa. Entender procedimentos não significa e não garante pesquisa boa. Quem não sabe fazer pesquisa (PAs) não saberá para quê serve o método. Há também que se considerar a diferença entre procedimentos técnicos e Método. Experimentem pensar nisto, busquem esclarecimento. Gostaria de ver isso contemplado aqui. Abs a vcs. Marie Jane
Marie Jane said
at 7:04 pm on Nov 25, 2006
Salvo melhor juízo não encontrei minha provocação acima, em particular sobre a difrença entre método e técnica. Vocês fazem a chamada na página para Técnicas de Pesquisa. Será que a técnica salva a pesquisa? Gostei muito da bibliografia e das dicas sobre sites onde há material farto. Abs, Marie
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